Ensino profissional: de aluno a formador, uma relação para a vida

João Costa EPBJC Lisboa

O João Costa nunca foi um aluno aplicado. Pelo menos até ter chegado à Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, pela mão de um amigo que frequentava um curso profissional de Artes Gráficas na delegação de Lisboa. Acabou por descobrir a sua vocação e terminou os três anos do curso profissional apaixonado pela área e com a certeza do que queria fazer para o resto da vida!

A Escola Profissional fazia-nos sentir responsáveis por fazer a nossa parte. Era uma oportunidade que nos era dada e sentíamos isso.

Desde logo percebeu que as coisas por ali eram diferentes: “lembro-me de sentir que era como se estivéssemos numa empresa. A relação era mais parecida com uma relação profissional do que com aquela relação tradicional professor/aluno.” Para além disso, reforça:

Ali não somos um número numa turma. Somos um indivíduo, tal como quando entramos numa empresa.

Depois de terminado o curso, recebeu um convite para dar formação e, em 1997, tornou-se freelancer. Profissional de topo, hoje com a sua própria empresa de produção gráfica – Finepaper -, nem a agenda preenchida o mantém longe de nós. Foi vários anos formador na delegação de Lisboa e mantém uma relação estreita connosco, acolhendo alunos do curso profissional de Artes Gráficas para estagiar na sua empresa.

Continua a acreditar que a proximidade com a nova geração tem o poder de o manter jovem e consciente da realidade. Para além disso? A questão do poder dos afetos numa escola profissional que cultiva a importância da relação com o outro.